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A publicidade brasileira nunca foi pequena. Mesmo quando o país insistia em se ver assim. Desde os tempos em que Washington Olivetto transformou um simples sutiã em manifesto cultural, passando pela era de ouro dos comerciais que pareciam curtas-metragens, o Brasil sempre soube contar histórias como poucos. Histórias que emocionam, provocam e, principalmente, ficam.
Não é coincidência que esse mesmo talento esteja, hoje, cruzando fronteiras também no cinema.
Quando Wagner Moura subiu ao palco para receber o Globo de Ouro por sua atuação em O Agente Secreto, não foi apenas uma vitória individual. Foi o reconhecimento internacional de uma narrativa construída com coragem, identidade e verdade. Um filme que não tenta suavizar o Brasil para torná-lo palatável ao mundo, mas que aposta justamente no contrário: profundidade, tensão e autenticidade.
Assim como o cinema brasileiro vem conquistando espaço ao assumir suas próprias vozes, sotaques e contradições, a criatividade nacional mostra que não precisa pedir licença para ocupar lugares grandes. Ela simplesmente chega.
A publicidade brasileira sempre entendeu isso antes de todo mundo.
Enquanto o mundo vendia produtos, o Brasil vendia ideias. Vendia emoção. Vendia cultura. Criou campanhas que viraram bordões, personagens que viraram ícones e estratégias que viraram estudo de caso. Não por seguir fórmulas globais, mas por fazer o que sabe melhor: misturar repertório popular com inteligência criativa.
E é exatamente essa lógica que conecta tudo.
O cinema que hoje é aplaudido lá fora nasce da mesma fonte que a propaganda que sempre foi premiada em Cannes: a coragem de criar com identidade. A ousadia de errar bonito. A capacidade de transformar limitações em estilo. O Agente Secreto, assim como tantas campanhas históricas da publicidade brasileira, prova que quando a história é bem contada, ela atravessa fronteiras sem precisar de legenda emocional.
Criatividade, seja na publicidade, no cinema ou nos negócios, sempre foi passaporte. Leva marcas longe. Leva ideias mais longe ainda. E, quando bem contada, transforma até mudanças de nome em histórias que valem a pena acompanhar.
Se o Brasil aprendeu algo ao longo dessas décadas criando, filmando e comunicando, é simples: quando a criatividade é verdadeira, o mundo presta atenção.
E essa história está só começando.